Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Mecenato: uma reflexão, num minuto

Ainda se recordam do que queria dizer Mecenato? Falámos da Fundação Caloust Gulbenkian e da família Champalimaud, que são expoentes máximos do investimento no ensino, na cultura e na ciência que se produz em Portugal. Deixo, por último, um patrocínio que vai dar muito que falar... e que pensar a todos nós: a "fundação Pingo Doce"!
Quando o acesso aos livros e à informação era limitado, cirandavam por todo o país carrinhas castanhas das bibliotecas itinerantes da Fundação Gulbenkian. Hoje os tempos são outros e, felizmente, o acesso a livros - ebooks e audiobooks - está ao alcance de um clique, de forma gratuita. Todavia, o retalhista Manuel dos Santos foi mais longe. Depois de reflectir teve uma ideia extraordinária: "Tendo eu centenas de hipermercados pelo país, porque não transformá-las em mini livrarias, com livros sobre assuntos actuais e importantes para o país, por um par de euros ?!?" Da próxima vez que forem às compras ao Solmar, procurem livros da colecção da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Estão na caixa, ao lado da revista Maria. Se folhearem à socapa um par de páginas na fila para pagamento, estou certo que o dono do Pingo Doce não levará a mal a ousadia.                      
O que é a Fundação Francisco Manuel dos Santos?

Criada em 2009 pelos descendentes de Francisco Manuel dos Santos, a fundação tem como principal objectivo estimular o estudo da realidade portuguesa, com o propósito de assim contribuir para o desenvolvimento da sociedade, o reforço dos direitos dos cidadãos e a melhoria das instituições públicas. Sem prejuízo da realização de outras actividades adequadas à prossecução dos seus fins, a fundação promove estudos, elabora análises sobre temas seleccionados, publica os resultados das suas observações e pesquisas, formula recomendações e fomenta a discussão pública sobre as matérias que são objecto dos trabalhos.

No respeito pelos valores da liberdade individual, da democracia e da igualdade de oportunidades, a FFMS procura promover a participação da sociedade civil nos debates públicos sobre todas as questões relevantes para a comunidade nacional. A fundação está empenhada em estimular o pensamento e o estudo tendentes a diminuir a pobreza e a injustiça, assim como a reforçar a coesão social, tanto no plano nacional como no das comunidades locais. Nas suas actividades, a FFMS procura pautar-se por critérios de mérito e pluralismo e compromete-se a assegurar uma rigorosa independência de vínculos políticos, partidários, religiosos e económicos.

No decurso dos próximos anos, a fundação tomará várias iniciativas, sempre com os mesmos objectivos: estudar, conhecer e debater. Fá-lo-emos de modo aberto e transparente, na esperança de assim cativar o interesse e a colaboração de quantos comungam dos nossos ideais. Para isso, utilizaremos todos os meios de comunicação e informação que a sociedade e a tecnologia modernas nos oferecem: a Internet, a televisão, o cinema e as edições escritas. Tentaremos que os estudos, os documentos e os trabalhos produzidos pela fundação tenham a mais larga divulgação. Não aceitamos a ideia de que a informação e o conhecimento devam ficar reservados a uma elite informada.

A fundação considera que a informação isenta e rigorosa, divulgada da maneira mais aberta possível, é um instrumento de liberdade, na medida em que contribui para a formação de opiniões livres. A liberdade dos nossos concidadãos: é esse o ideal que une os que dirigem esta fundação. É essa a nossa crença.

António Barreto,

 

Presidente do Conselho de Administração

Para consultar títulos de ensaios já publicados, assim como e-books:
   
publicado por rtiatpovoacao às 23:44
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Actividade Extra -.curricular, reflexão para PRA: "O que é o Teatro?"

Simão Rubim

 

 

 

 

Muitos conhecerão o nosso convidado de hoje pela magnífica peça As obras completas de William Shakeapeare em 97 minutos. Chama-se Simão Rubim, é ator e, depois de uma longa ligação àCompanhia Teatral do Chiado, está de partida para um novo projeto: Nós-Mesmos.

Parecerá arriscado, nos tempos que correm, deixar uma Companhia já instalada, com o seu público, para começar do zero outra vez. Se calhar, é mesmo arriscado; de resto, ninguém é ator de teatro se não gostar do risco. Simão Rubim estará hoje connosco a fazer um pequeno balanço destes anos e a falar-nos do futuro do seu novo projeto. Podem fazer perguntas e deixar comentários via 800 25 33 33, caixa de mensagens do blogue e Facebook da Prova Oral. É a partir das 19, com Fernando Alvim e Xana Alves.
 
                                     

 

Para escutar a entrevista que escutámos na última aula, clicar no seguinte link:

 

http://tv1.rtp.pt/play/?radiocanal=3#/?prog%253D1070%2526fbtitle%253DRTP%20Play%20-%20PROVA%20ORAL%2526fbimg%253Dhttp%253A%252F%252Fimg0.rtp.pt%252FEPG%252Fimgth%252FphpThumb.php%253Fsrc%253D%252FEPG%252Fradio%252Fimagens%252F1070_alvim_med.jpg%2526w%253D160%2526h%253D120%2526fburl%253Dhttp%253A%252F%252Frtp.pt%252Fplay%252F%253Fprog%253D1070


 

 

Nesta página encontram-se os podcasts do "Prova Oral" da Antena 3. Caso não tenham passado a data do programa, aqui fica. Procurem no lado esquerdo do ecrã (será necessário recuarem algumas vezes na seta da direita, até chegar ao mês de Fevereiro). Bom trabalho!

 

Prova Oral de 2011 -02 - 21

 

 

 

 

 

 

publicado por rtiatpovoacao às 08:36
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

A Tempestade de William shakespeare

Eu escolhi este treiller deste filme porque tenho o livro sobre o mesmo e que ja o li a alguns anos.
Publicado por Pedro Mendonça nº 505

 

publicado por rtiatpovoacao às 16:09
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Domingo, 8 de Maio de 2011

Novos livros

 

Caros RTIATianos,

 

Recordam-se da pergunta, essêncial, que vos deixei para reflectirem ao longo de CLC7, visando a vossa PRA?!?"Se o filme era melhor do que o filme?" Pois... mas é uma pergunta que não está completa, pelo menos no século XXI.

 

(In)felizmente o progresso e as novas tecnologias da informação trazem vantagens e desvantagens. Acrescento mais uma acha para a fogueira nesta magnífica capacidade de que é munido o ser humano: dialogar, reflectir sobre o bem e o mal e deixar por escrito, para memória futura.

Aqui fica o link para perceberem do que estou a falar e, também, para vos aproximar, enquanto leitores, da nossa Hanna...

Boas leituras e bons filmes, o que será certamente o caso, se virem esta noite o o que passa pelo Canal 1, às 23h.

 

Atentamente,

Pedro Chorão

 

 http://www.megaupload.com/?d=I9RDLZPB

 

 

publicado por rtiatpovoacao às 22:38
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Terça-feira, 3 de Maio de 2011

...

Este video mostra algumas das obras que foram roubadas pelos nazis durante a 2º guerra mundial e a sua recuperação pelos aliados

 

publicado por rtiatpovoacao às 13:04
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Lá se pensam, cá se fazem.

Pensando nos meus caros RTIATianos, que têm família espalhada nas Américas, partilho convosco uma bela ideia patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Abaixo deixo o projecto que mais me entusiasmou.
"FAZ, ideias de origem portuguesa, é uma iniciativa dirigida à diáspora portuguesa. Sabe-se que existem 2,3 milhões de portugueses no mundo, nascidos em Portugal, e que se contarmos com os descendentes, a soma aumenta para os 5 milhões. Com o mote "Lá se pensam, cá se fazem", FAZ desafia esses 5 milhões a conceberem, um projecto de empreendedorismo social a concretizar em território português. No fundo, FAZ é um concurso de ideias, mas também um apelo aos talentos da diáspora portuguesa para que se mobilizem no sentido de construírem o futuro da comunidade que é de todos.

O regulamento estará disponível a partir de 4 de Janeiro de 2011, data em que poderão começar a ser enviadas as primeiras propostas para esta plataforma incubadora de ideias."

FAZ - IDEIAS DE ORIGEM PORTUGUESA
 
Ideias de Origem Portuguesa, iniciativa da Fundação
Calouste Gulbenkian e da Fundação Talento, é uma
plataforma de incubação de projectos de inovação e
empreendorismo social que pretende convocar a
diáspora portuguesa para pensar novas e melhores
respostas para os desafios que o nosso País enfrenta.



O concurso desafia a diáspora portuguesa a lançar
ideias e formar equipa com portugueses residentes
em Portugal para, em conjunto, lhes darem vida,
transformando-as em projectos nas áreas da Inclusão
Social, Envelhecimento, Ambiente e Sustentabilidade
e Diálogo Intercultural."

 

 

 

 

 

DESCRITIVO da ideia que mais me fascinou, como professor de Cultura, Língua e Comunicação:

 

O Livro, ideia de Teresa Henriques, dos Estados Unidos da América

 

 

Livros de autores portugueses e estrangeiros seriam audíveis pela rádio em todo o País. As pessoas de terceira idade, que hoje em dia estão "embrutecidas" ao ver televisão praticamente diariamente, com este projecto teriam uma abismal melhoria de qualidade de vida.
Para este programa funcionar seria preciso uma rede de pessoas habilitadas a gravar a sua voz a ler um livro. Podemos ir buscar estudantes de línguas a todas as faculdades do Pais, gravar uma pequena biblioteca e pôr na radio em loop, organizado por um capitulo de um certo livro a uma hora especifica em cada dia da semana. Podemos levar esta biblioteca a todo o Pais com um sinal de radio. A Edição desta radio poderia ser feita por estudantes de áudio-visuais.
Estes livros seriam acessíveis a todos os portugueses sem distinções, melhoraria a cultura dum país que é conhecido mundialmente pelos seus escritores."

 

in  http://www.ideiasdeorigemportuguesa.org/ideia.php?id=230

 

... tem tudo a ver com O Leitor, de B. Schlink, quando a Hanna já está bem velhinha. Apressem-se na leitura RTIATianos! Estou certo que irão pasmar-se com o segredo que o livro esconde. Boas leituras!

 

Pedro Chorão

publicado por rtiatpovoacao às 03:29
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Domingo, 1 de Maio de 2011

Dia da Mãe

 

Não me foi fácil escolher um poema para assinalar este dia no nosso blog. Fiquei na dúvida entre O Menino de sua Mãe, de Fernando Pessoa, e este que vos deixo. Escolhi-o por duas razões. A de menor importância: é de um poeta próximo da minha terra. Nasceu na Póvoa da Atalaia, Fundão, muito próximo da terra da Professora Teresa Sanches, em plena Serra da Gardunha onde, por esta altura, começam a brotar as mais doces cerejas do país.

A mais importante: por vezes, quando há desentendimentos ou incompreensões, nada melhor do que falar usando citações ou as palavras de outros. Este poema é a prova viva disso mesmo. Recordo-me, como se fosse hoje, da minha mãe a ler-me e a explicar-me o sentido de cada verso de Eugénio de Andrade, quando tinha doze ou treze anos.

Mais tarde, como todos nós, cresci e quis voar. Quando as asas da minha inquieta adolescência me impeliam para outras paragens, menos serenas que o doce lar materno, ecoava amíude nos meus ouvidos um estridente "NÃO!" E eu, tentando levar água ao meu moinho, contrapunha com sábias palavras de Eugénio:

 

Mas tu esqueceste muita coisa! 
Esqueceste que as minhas pernas cresceram, 
que todo o meu corpo cresceu, 
e até o meu coração 
ficou enorme, mãe!


... e no rosto da minha mãe ficava um sorriso que tentava dissimular com um "Vai falar com o teu pai...". Enquanto me afastava da cozinha, dizia para os meus botões: "Metade da tarefa está feita, agora só me resta o mais difícil!"

Bem-haja, minha mãe, por tudo e, já agora, pela poesia, pela música e pelos livros que me deste a ler. Sem isso, certamente, não seria a pessoa que sou.  

 

 

Pedro Chorão 

 

 

 

 

 

 

No mais fundo de ti, 
eu sei que traí, mãe!

 

Tudo porque já não sou 
o retrato adormecido 
no fundo dos teus olhos!

 

Tudo porque tu ignoras 
que há leitos onde o frio não se demora 
e noites rumorosas de águas matinais!

 

Por isso, às vezes, as palavras que te digo 
são duras, mãe, 
e o nosso amor é infeliz.

 

Tudo porque perdi as rosas brancas 
que apertava junto ao coração 
no retrato da moldura!

 

Se soubesses como ainda amo as rosas, 
talvez não enchesses as horas de pesadelos...

 

Mas tu esqueceste muita coisa! 
Esqueceste que as minhas pernas cresceram, 
que todo o meu corpo cresceu, 
e até o meu coração 
ficou enorme, mãe!

 

Olha - queres ouvir-me? -, 
às vezes ainda sou o menino 
que adormeceu nos teus olhos;

 

ainda aperto contra o coração 
rosas tão brancas 
como as que tens na moldura;

 

ainda oiço a tua voz: 
"Era uma vez uma princesa 
no meio de um laranjal..."

 

Mas - tu sabes! - a noite é enorme 
e todo o meu corpo cresceu...

 

Eu saí da moldura, 
dei às aves os meus olhos a beber.

 

Não me esqueci de nada, mãe. 
Guardo a tua voz dentro de mim. 
E deixo-te as rosas...

 

publicado por rtiatpovoacao às 02:23
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