Terça-feira, 29 de Março de 2011

Um dia a maioria de nós irá se separar

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos... 

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre... 

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados... 

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo... 

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! 

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos... 

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo... 

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... 

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

Vinícius de Moraes

publicado por rtiatpovoacao às 16:52
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Domingo, 13 de Março de 2011

Lendo o Jornal, de José Malhoa

 

 

RTIATianos, partilhem notícias no blogue!!!!

Pedro Fonseca.

 

sinto-me: Numa manhã de sábado
publicado por rtiatpovoacao às 01:17
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Sábado, 12 de Março de 2011

O Petróleo dos Açores

 

Como viram no role play da última aula de Inglês, não sou muito festivo no Carnaval. Prefiro o sol para essas celebrações. Com o frio (e a neve da minha terra), prefiro a lareira, tragando calmamente um belo vinho tinto, desfrutando a minha música e os meus livros, ou passando calmamente a vista pela imprensa, bebendo o meu café amargo pela manhã.

Descobri, 2a feira, na belíssima cafetaria da Biblioteca de Ponta Delgada, enquanto garfava a meias com o meu enteado mais novo uma extraordinária e generosa tarte de chocolate com um Gorreana, uma revista aqui da terra bem interessante. Ele lia revistas de Surfistas, eu a Açorianissima. Aqui fica para discutirmos o assunto num intervalo próximo.

Saudações RTIATianas,

 

Pedro Fonseca.

 

Até os técnicos estão surpresos com as grandes produções num ensaio em São Gonçalo: Açorianos podem ficar ricos a produzir amoras

[Regional]

 

A produção de amoras em São Miguel vai ser a mais rentável de entre as culturas tradicionais na agricultura açoriana. Os resultados de um ensaio de produção nos Serviços de Desenvolvimento Agrário, em São Gonçalo, são surpreendentes até para os técnicos. Eles não têm dúvidas quando afirmam que um agricultor açoriano que tenha, por exemplo, uma quinta com citrinos, bananas e outras frutas, se tiver na mesma exploração agrícola uma cultura de amoras, ela será muito mais rentável do que as outras. Basta saber que, no ensaio, se produz 14 toneladas de amora por hectar e que 125 gramas de amoras estão, nas grandes superfícies comerciais a cerca de 5 euros. É só fazer as contas. E pode haver excesso de optimismo em toda esta avaliação? Pelo que nos foi dado a ver, estamos convictos de que não.


Os Serviços de Desenvolvimento Agrário de São Miguel estão a desenvolver um ensaio nos terrenos de São Gonçalo com uma plantação de amora que está a ultrapassar todas as expectativas. Ao fim de três anos, os técnicos estão a obter 14 toneladas de amora por hectar que, ao preço de consumo, pode representar por hectar um valor próximo do meio milhão de euros.
As contas são simples de fazer. Nas grandes superfícies comerciais de São Miguel podem adquirir-se pequenas caixas de amoras de 125 gramas a cerca de cinco euros o quilo, o que representa 40 euros por quilo. E, pronto, 14 mil quilos a 40 euros, são 560 mil euros. É claro que este é o preço de consumo e o agricultor deverá vender a sua produção a um preço a um preço inferior.

“Uma agradável surpresa”
Carlos Santos, director dos serviços Fitosanitários, assume claramente que a cultura das amoras no ensaio que estão a desenvolver tem sido, de facto, “uma agradável surpresa”. Acrescenta que, “contrariamente àquilo que estávamos à espera, embora precisem de horas de frio, elas dão-se muito bem na zona onde as temos e temos produções tão boas ou melhores do que nos Estados Unidos”. 
Esta é uma cultura que tem uma longevidade entre 10 a 15 anos. Tem o seu pico de produção a partir do quarto ano e, depois, as produções vão em escala ascendente até aos 10 anos. A partir daí, as produções começam a declinar até aos 15 anos.
Carlos Santos não tem dúvidas de que a amora “é um fruto com uma rentabilidade enorme” nos Açores. Exige um custo inicial da instalação da cultura, como as vedações e rega. Mas, depois, pela longevidade da cultura, estes custos vão-se diluindo. A produção, mesmo nos primeiros anos e a partir do segundo ano, suporta o custo de instalação. “Por isso, é uma cultura altamente rentável”, reforça o técnico.
Refere que o mercado açoriano “não está habituado a este tipo de amora. Mas, na visita pelas grandes superfícies, todas elas apresentam mirtilos, amoras e framboesa. É uma amora sem espinhos, parece até amoras da silva mas não são. São muito maiores. São frutas com grande potencialidade na Região, completa.
Carlos Santos vai mais longe ao sublinhar que uma plantação de amora numa quinta ou numa exploração agrícola proporciona ganhos de produtividade muito mais elevados do que qualquer outra cultura.
“Nenhum de nós deve correr o risco de viver exclusivamente de uma produção de amoras. Agora, não temos dúvidas nenhumas que no meio de uma actividade agrícola de um indivíduo que tenha uma quinta e/ou se dedique à agricultura, se tiver mais esta cultura com alguma dimensão, ela é mais rentável do que qualquer outra que ele possa lá ter”, sublinha.
“Basta ver as produções e o preço por quilo produzido. Não tem nada a ver com laranja, a banana e outras culturas tradicionais. E há sempre mercado para colocar estes produtos. São consumidos em fresco, em compotas ou iogurtes. Obviamente que o consumo da amora em fresco é muito mais rentável”, palavras de Carlos Santos que tem visitado explorações destes pequenos frutos em Portugal continental, cujas produções são colocadas, quase exclusivamente, no mercado externo como Inglaterra e EUA.

Amora é mais rentável
que bananas e laranjas

Como surgiu a possibilidade de desenvolver ensaios da cultura de amora, mirtilos e framboesas em São Miguel? A questão também não é difícil de entender. Os serviços de Desenvolvimento Agrário partem da necessidade de criar alternativas à agricultura tradicional da Região e de que é importante divulgar estes pequenos frutos que estão a proliferar por toda a Europa.
À partida, estes pequenos frutos ou pequenas bagas como os mirtilos, as amoras silvestres, as framboesas, e as groselhas, têm uma série de potencialidades, nomeadamente um grande poder antioxidante. Carlos Santos recorda, a propósito, as descrições históricas de que os pilotos da segunda guerra mundial comiam bastantes mirtilos pelos seus alegados poderes para a capacidade da visão. 
Mas, como adianta o técnico, “não foi por este intuito” dos serviços oficiais. Na verdade, repete, “continuamos a considerar que é importante criar alternativas à agricultura tradicional, criando mais-valia na exploração agrícola”.
“Temos nos Açores laranjas, bananas, ananás, temos algumas produções mas que não estão ou bem desenvolvidas, ou bem rentabilizadas, e os agricultores, às vezes, têm dificuldade em colocar estes produtos no mercado. E eles têm potencialidades para fazer outras coisas”, argumenta Carlos Santos. 
Estes ensaios surgem no âmbito do acordo de cooperação entre Portugal e os Estados Unidos. Uma das áreas de projectos da cooperação bilateral é o incremento da fruticultura e o combate a algumas doenças. E, neste quadro, os serviços têm o apoio de algumas universidades americanas, nomeadamente, da Universidade do Hawai. 

Um grande apoio
dos americanos

Foi na troca de impressões com os investigadores americanos que se levantou a possibilidade de se fazerem ensaios na Região com estas culturas (mirtilos, amoras e framboesas).
E porque é surpreendente o êxito da produção da amora em São Miguel. Como explica Carlos Santos, estes pequenos frutos necessitam de horas de frio que não existem nos Açores que têm condições climatéricas muito próprias e diferentes das regiões da sua origem. 
Depois de estudadas todas as nossas capacidades, investigadores americanos e açorianos chegaram à conclusão de que, havendo uma série de variedades de plantas de mirtilos e amoras que exigem menos horas de frio que outras, elas poderiam ter êxito na Região.
Nesta perspectiva, os americanos arranjaram algumas variedades menos exigentes em horas de frio e iniciaram-se as experiências a ver quais as culturas que vingavam.
“No meu entender”, explica Carlos Santos, “devem ser os serviços oficiais a desenvolver estas experiências, a dar início a estas actividades e, depois, se houver resultados minimamente bons, devem ser divulgados junto dos agricultores”. 
Está convicto de que os agricultores “não devem partir à aventura e começar a fazer coisas destas porque, se não der certo – e numa situação económica tão periclitante como a que vivemos – será pior a emenda do que o soneto”. 
Já os ensaios com os mirtilos, até agora, - e dada a grande necessidade que têm de horas de frio – não têm alcançado o mesmo êxito que as amoras mas, num campo experimental das Furnas, já se atingirem produções com algum relevo.
Apesar disso, mesmo utilizando variedades com poucas horas de frio, verifica-se que, das variedades todas que se procurou introduzir, há duas ou três que podem dar boas produções minimamente rentáveis nos Açores. 
E os técnicos não vão ficar por aqui em relação aos mirtilos. Uma empresa multinacional está a plantar uma determinada variedade de mirtilo em Huelva, no Sul de Espanha, pouco exigente em horas de frio e está praticamente assente que a Região vai adquirir três mil destes mirtilos para um campo de ensaio em São Gonçalo para testar se vinga em São Miguel e no arquipélago.
E as framboesas são culturas que, precisando também de frio, têm alguma dificuldade de vingar na Região. No primeiro ano em que se instalou o ensaio obteve-se uma produção normal. Já este ano, dadas as condições do Inverno passado, a produção não foi muito boa. “Mas”, sublinha Carlos Santos, “estamos convictos de que por daqui a dois a três anos, a situação se vai estabilizar”. 
A palavra aos agricultores

Apesar dos resultados bons da amora e não tão bons com os mirtilos e como as framboesas, “nós vamos continuar a apostar e vamos prosseguir os trabalhos para tirar conclusões no final”, conclui o técnico. 
E quando os ensaios estiverem concluídos, o objectivo é divulgá-los aos agricultores, promovermos um dia aberto para se mostrar o que se tem feito. 
“A nossa preocupação é instalar, conduzir a cultura, ver como é que ela se comporta e, depois, com alguma capacidade e com algum conhecimento da cultura, fazer estes ensaios ao longo de quatro a cinco anos. E, ao fim de cinco anos, dizer o que fizemos e quais os resultados a que chegamos”.
O nosso objectivo é a divulgação do trabalho que desenvolvemos. “E, para já, temos consciência que a cultura da amora dá dinheiro em São Miguel”, termina.

Autor: João Paz


http://www.correiodosacores.net

 

  

música: A Minha Casa no Campo, de Ellis Regina
publicado por rtiatpovoacao às 14:40
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Muitas centenas ao rubro no Baile Verde e Amarelo da Povoação



Muita folia, muita animação e boa-disposição foram os atributos que caracterizaram o baile Verde e Amarelo da Povoação, edição de 2011. Ao rubro, mais de 1.800 pessoas, de vários pontos da ilha, lotaram o Gimnodesportivo da Vila, dando-lhe um calor humano inigualável. Uma vez mais, o grande Baile Verde e Amarelo, organizado pela Câmara Municipal da Povoação, provou ser a melhor opção para a principal noite carnavalesca da ilha de São Miguel. A Banda Oceanus e o Jamie Goth fizeram a animação da casa, aguentando os convivas até às 8 da manhã, sempre com num ambiente acolhedor, cheio de brilho e cor. Ora sozinhos, ora em grupo, mais de 45 concorrentes participaram no Concurso de Fantasias, evento que já faz história nos bailes do género da ilha de São Miguel. O júri, constituído por três elementos, teve a difícil tarefa de eleger os melhores candidatos. Assim sendo, no primeiro lugar ficou um grupo da Lomba do Loução, disfarçado de Tribo BU. Este grupo ganhou um fim-de-semana para duas pessoas no Hotel do Mar, oferta da empresa Simosil e um jantar também para duas pessoas, oferta do restaurante Toronto à Noite. O segundo lugar foi para um casal fantasiado de “Rainha de Copas e o Chapeleiro Louco” que arrecadou uma noite para duas pessoas no Hotel do Mar, oferta desta mesma unidade hoteleira. Finalmente em terceiro lugar ficou Kartiini Hidayat que estava disfarçada de uma personagem feminina do filme “Avatar”. Esta senhora ganhou um jantar para duas pessoas no Cantinho do Churrasco, patrocínio deste restaurante povoacense.
publicado por rtiatpovoacao às 01:59
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Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Muitos videos, poucas "notas de imprensa"...

Caros RTIATianos,

É com agrado que vejo a publicação de posts neste mês de Março (e o desaparecimento de alforrecas por estas águas...). Gostava que partilhassem, também, no blogue notícias, artigos de opinião ou reportagens que sejam do interesse colectivo, assim como trabalhos vossos. Sobre os panfletos em PDF, já estou a aprender como publicá-los neste espaço...

Todavia, quem olha para o blogue dos Técnicos de Animação Turística da Povoação, julga que o Carnaval é aqui tão celebrado como o Natal em Bagdad... Eu, que por esses dias, em Ponta Delgada andava, todos me perguntavam: "Não vais ao Carnaval da Povoação?!?" Mexam-se, RTIATianos! Publiquem fotos do vosso baile que, pelo que me contaram em Ponta Delgada, é o segundo melhor da ilha! Talvez as vossas fotos me convençam a aparecer por cá para o ano.

Saudações RTIATianas,

 

Pedro Fonseca. 

   

publicado por rtiatpovoacao às 14:17
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Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Recuperar a Ermida de Santa Bárbara - Concelho da Povoação S. Miguel Açores

 

Foto de Dionaldo Raposo

 

 

Recuperar a Ermida de Santa Bárbara - Concelho da Povoação, está no Facebook. E agora também está no blog do curso de Técnico de Informação e animação Turística.

Está em marcha a criação do movimento para a recuperação da Ermida, peço aos meus colegas do curso que façam o mesmo que eu. Vamos juntar nos há criação do movimento para a recuperação da Ermida de Santa Barbara.

Ermida de Santa Barbara com origem no séc. XV, crê-se ter sido o primeiro templo edificado na Ilha de S. Miguel, embora actualmente já não conserve nenhuma das características originais.

Recuperar o representante do mais antigo templo construído na Ilha de São Miguel, Açores. Edificada, segundo a tradição no mesmo local onde pela primeira  se celebrou missa nesta ilha.

 Paulo Estrela-" Finalmente, alguém se digna a mobilizar-se de modo a promover a recuperação deste magnifico templo religioso. Não devemos deixar o nosso próprio património arquitectónico cair em ruína, visto que este já mostra ser pouco. Afinal de contas, a recuperação deste edifício, não implica necessariamente um elevado investimento".

 KEVIN VIEIRA  (Do Curso de Turismo ambiental) Da Escola Profissional da Povoação. É o Promotor e Coordenador do Movimento para a Recuperação da Ermida de Santa Bárbara - Concelho da Povoação Administrador da página do Facebook "Recuperar a Ermida de Santa Bárbara - Concelho da Povoação".

 


 

publicado por rtiatpovoacao às 18:41
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